Keila Abeid | Muito Prazer

Sobre cantar e andar de bicicleta

Aqui em Balneário Camboriú as pessoas andam muito de bike, e eu confesso que pensei em comprar uma. Mas quando fui pesquisar, descobri que preciso saber o objetivo que tenho pra ela. Se for correr é um tipo, se for pra passear, é outro. Não existe um só tipo de bicicleta.

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Senta a bunda na cadeira e estuda…

Ok! Pode parecer meio forte! Mas a verdade é que me lembro de algumas vezes que minha mãe falava isso pra mim, quando eu tinha dificuldade de resolver alguma coisa na escola. E pra mim esse estímulo sempre funcionou, na minha cabeça nada parecia impossível, desde que eu estudasse o assunto e me preparasse. 

Na música não foi diferente. Apesar de eu começar a cantar desde muito cedo, e pra mim ser uma atividade muito orgânica, quando entrei no universo da música, muitos outros aspectos foram aparecendo e nem todos eram simples ou orgânicos! Muita coisa no começo não fluía. Eu tinha que sentar e estudar. Se o assunto era desenvolver novas sonoridades além do que eu era acostumada a cantar, eu tinha que gastar um tempo, pesquisando minhas sensações, como minha boca se movimentava ou como minha laringe se comportava a novos estímulos. Eu tinha que sentar a bunda na cadeira e estudar. Quando eu tinha que reconhecer os intervalos, escalas e acordes, eu tinha que gastar tempo na frente do piano, tocando, cantando e reconhecendo. Eu tinha que sentar a bunda na cadeira e estudar! Quando eu tinha reconhecer as obras, períodos e compositores, eu tinha que ouvir, pesquisar, ler. Tinha que sentar a bunda na cadeira e estudar.

Entenda uma coisa, nunca foi um fardo, sempre foi desafiador e emocionante. O estudo da música, é uma jornada linda de ser percorrida. Nela a gente descobre sons, histórias, sensações e se percebe artista. É uma construção que deve ser apreciada a cada conquista. Sem pressa. Mas com objetivos traçados e atenção.

Não existe atalho, existe caminho a ser percorrido e apreciado. Não importa se você tem apenas cinco minutos do seu dia pra percorrer esse caminho, apenas comece, aos poucos se for preciso, mas não tenha pressa em ver o resultado, mas construa o resultado durante a sua jornada!

Bons estudos!

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Um novo tempo…ou não.

Ano novo, pandemia velha.

A espera pela vacina continua.

Vamos arranjar um hobbie.

Em agosto do ano passado, me mudei temporariamente pra Santa Catarina com meus pais na tentativa de viver um pouco melhor na medida do possível.

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Estudar ou fazer música?

Eu falo muito sobre estudos. Especialmente sobre estudos de música. estudar realmente pra mim é um prazer, mas isso é porque eu entendo o estudar como fazer música. Cada vez que aprimoro alguma ferramenta, alguma habilidade, eu entendo que o meu fazer música está aprimorado. Entendo que minha criatividade está sendo facilitada pois tenho mais uma ferramenta.

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Um post pro dia das crianças

Foi dia das crianças e tive que compartilhar alguma mensagem. Bem pequena e direta. 

Nesses tempos de pandemia tem sido difícil a gente continuar estudando, produzindo, estamos acometidos pelo medo na maior parte do tempo. As mudanças de fase na economia, as vezes dão a sensação que a vida tá normal, e talvez esteja, nesse tal de novo normal. A gente vai buscando adaptações, se renovando e sobrevivendo. Perdemos pessoas queridas, ganhamos medo, perdemos muitas liberdades. Mas enquanto estamos aqui, a gente segue vivendo e se reiventando. Cuidando dos nossos e de nós. Estamos aprendendo a caminhar, como uma criança. Descobrindo o novo, com muitas quedas, muitos erros, muitos choques por enfiar o dedo na tomada, muitos medos e a vontade de colo de pai e mãe. Mas estamos aí. E enquanto estivermos aqui, vamos crescendo. Meus votos são de que sobrevivamos, que honremos os que se foram, e que continuemos vivendo.

Vai passar.

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Afinação

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Um dos grandes desafios dos cantores, muitas vezes, é trabalhar a afinação.

Por mais que inicialmente, pra algumas pessoas seja mais fácil, conforme vamos adquirindo informações musicais, pode ser que se torne sim um desafio em alguns casos.

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Sabadou

Sabadou e nós estamos como? Em casa!
To praticamente me acostumando a esse novo normal. Tem dia bom e tem dia ruim. O desafio é manter a vida andando.

Essa semana começam as atividades de encerramento do semestre pros meus alunos dela conservatório, isso sempre me deixa feliz, pois vejo todos eles fazendo música, e é maravilhoso. Mas também entro em contagem regressiva para as férias. Eu não sei vocês, mas esse período de reclusão, eu tenho trabalhado muito mais do que o normal. Desde os primeiros dias de quarentena. Então, juntando o stress da situação, eu estou terminando o semestre realmente cansada. O que mais quero agora é apenas descansar.

Mas um fato curioso, conforme as férias vão chegando, e a cabeça aceitando que o trabalho está acabando, parece que a minha mente criativa começa a trabalhar e eu começo a ter novas ideias e vontade de produzir. Hoje mesmo fiquei testando o Logic (programa da gravação do MAC) e consegui produzir alguns sons. E aí que entra a parte legal. Estou tendo a experiência de produzir coisas sozinha. Claro que não se compara ao fazer música junto, mas é uma realidade interessante, pois a gente encontra soluções novas, novos caminhos, e isso tem sido legal musicalmente. Com certeza tem sido um tempo de aprendizado.

Enfim… foi um breve relato sobre esse fim de semestre.

E você? Como tá? Me conta!

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Caminhos de estudo e aprendizado

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As vezes, conhecer o caminho de outras pessoas ajuda a entender o nosso. Nem sempre por similaridade, mas por entender que cada um tem sim um modo de aprender, um jeito de organizar informação e conhecimento.

Sim, cada pessoa tem seu processo. Claro que existe sistematização pra tudo, e acredito ser necessário pra que a informação seja organizada, se não, ficaria muito mais difícil de encontrar essa informação. E é a partir daí que criamos nosso meio de estudar e aprender.

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Quarentar na quarentena

Foi essa frase que mais escutei no dia 15 de junho. E foi divertido. Sim estou iniciando um novo ciclo, e agora tenho 40 anos.     Essa semana tirei pra refletir sobre muita coisas (na verdade tirei folga pq a coluna começou a travar devido a muito tempo no computador) mas vamos dizer que parei pra refletir que é mais bonito.

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O final de semana

Em uma rotina normal fora da pandemia, eu normalmente não teria sábado e domingo. Durante a semana daria muitas aulas, de final de semana sairia pra cantar ou ver algum som, ou também daria aula. O que aconteceu durante o distanciamento, foi que precisei entender o tempo que eu tinha, não porque sobrou tempo, muito pelo contrário, parece que o trabalho em casa foi multiplicado por dois, e a noção do tempo ficou uma bagunça.

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